Aproveitando a onda da nova lei anti-fumo, que tal pensarmos também na saúde dos nossos bichinhos?
Pesquisa da USP mostra correlação entre tabaco e danos respiratórios em animais.Quando donos de cães e gatos fumam, a incidência de tosse é maior quando comparada com donos não fumantes. E o câncer pulmonar é 100% mortal entre os cachorros.
Chegam aos hospitais da USP muitos corpos de cães que tinham sintomas de tosse. Estabeleceu-se então uma pesquisa de relação entre tabagismo e doenças respiratórias entre cães e gatos. Um exemplo, a cadela Dhara de 30kg, apresentando tosse e espirros ao sentir as baforadas e cheiro da fumaça dos cigarros dos seus donos, então vomita, perde o apetite e fica sem comer e beber o dia todo.
Todos os casos de animais que vêm com tosse são de donos fumantes. O Dr. Ubukata especialista em oncologia animal, diz que cães e gatos sofrem das mesmas doenças decorrentes do fumo passivo, como o câncer, bronquite, asma e crise alérgica, que acontecem em seres humanos. “A incidência de morte em cachorros com câncer no pulmão é de 100%. Não importa o quanto se fuma, nem com que frequência, sempre faz mal”, afirma ele.
Outra pesquisa mostra que quanto mais cigarros o dono fuma por dia, maior é o nível de nicotina encontrado em exames de urina dos cães e gatos.
Em cidades como Nova York é proibido fumar em zoológicos. A nova lei anti-fumo do Estado de SP, que entrou em vigor na primeira semana de agosto, não prevê a proibição nesses lugares e nem menciona animais.
Fonte: Pesquisa feita pela Faculdade de Medicina Veterinária da USP









Pois é, faz mal mesmo, e agora está comprovado cientificamente, não tem nem o que discutir. O chato é que a gente vê tanto fumante que fuma soltando fumaça nas próprias crianças, vemos grávidas fumando… Até as pessoas respeitarem os animais a esse ponto vai demorar.
Numa manhã, cerca de 09h, estava limpando a parte da frente de minha casa, quando, subtamente, chegou um senhor segurando uma caixa de papelão, dizendo: — É aqui que se cria gatos? (baixou a caixa, dentro da qual avistei três gatinhos ainda “meninos”). Logo respondi: — Não senhor. Aqui não é um criadouro de animais. Retrucou: — Mas… e esse monte de gatos aí? Esclareci: — São gatos que foram deixados ao portão e alguns até mesmo foram jogados em sacolas por cima do muro ou da grade da frente. Muitos não aguentaram as quedas, pois, eram muito bebezinhos e, por ter sido deixados na madrugada, ao amanhecer, quando os encontrei, já haviam sucumbido à queda, ao frio e até se sufocaram pela falta de oxigênio. Desculpe, mas não tenho como acolhê-los. Ele se retirou, virou na esquina e desapareceu, levando a caixa com os gatinhos. Mas, para minha surpresa, ao amanhecer, lá estavam. Deduzi, que aquele senhor retornou tarde da noite e os deixou ao chão, em frente aos portões. Por certo, atravessaram por entre as grades; dormiam debaixo do carro, formando uma mescla de cores.
Dentre eles, havia um na cor cinza-pardo, que tinha atitudes e jeito de olhar muito intrigantes: ganhou o nome de Biriba. Os demais, um era siamês (Siâmes) e o outro todo preto (Panelinha). Já adultos, Siâmes despontou em chefiar a todos, enquanto que Panelinha era pura delicadeza. Por sua vez, Biriba encantou a todos com a sua inteligência e sua forma carinhosa de ser; parecia falar com o olhar. Numa manhã muito triste e silenciosa, encontrei Biriba morto, atropelado. Tudo ficou triste. Mas, faz cerca de uma hora, a gata Bilazinha deu à luz cinco filhotes: dois brancos como neve (talvez Siâmeszinhos), um bem pretinho (certamente, um Panelinha), um quarto idêntico à mãe (cinza-parda e branca) e… um lindo Biribinha. Todos muito saudáveis, disputando as tetinhas. Estamos todos felizes, novamente. — Tenho muitas estórias pra contar, quando tiver um tempinho. Abraços a todos!